quarta-feira, 2 de março de 2016

Nos governos de Lula e Dilma, o Brasil mudou o quadro da fome

Ricardo Victor Ferreira     23:28    

Ministra Tereza Campello, acredita que "parte do que o Brasil conseguiu construir nos últimos 13 anos, nos governos Lula e Dilma, mostra que é possível sim alterar uma situação, se houver decisão política"


Ainda segundo a ministra, "foram 500 anos com um determinado status quo (de fome) e bastaram 12 anos para alterar esse padrão. Neste tempo, o Brasil conseguiu fazer o que o mundo se propõe a fazer em duas gerações, até 2030; quanto aos próximos anos, os planos do governo de Dilma Rousseff é focar na agenda da educação, especialmente em crianças de zero a seis anos; "A aposta tem que começar lá atrás e não se concentrar apenas na abertura de oportunidades para os jovens"

A ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, foi a Porto Alegre na semana passada para participar do Fórum Social Temático, em especial de um debate sobre o filme “Que horas ela volta?”, de Anna Muylaert. Um filme que, na visão da ministra, mostra um Brasil em transição com personagens que retratam o impacto que as políticas sociais de combate à fome e à pobreza tiveram no país na última década. Uma das coisas que mais chamou a atenção de Tereza Campello no filme é que as duas mulheres, mãe e filha, têm uma trajetória de deslocamento do Nordeste para São Paulo com objetivos bem diferentes. A mãe, Val, foi trabalhar de empregada doméstica. Já a filha, Jessica, foi fazer vestibular na USP. Histórias como a de Jessica, assinala a ministra em entrevista ao Sul21, não são mais casos isolados.

“Nós temos dezenas dessas histórias por esse Brasil afora. Estamos recolhendo esses casos. Temos um menino que mora há 530 quilômetros de Teresina e que passou em Medicina no Piauí, e uma menina cotista de escola pública que passou em primeiro lugar em Medicina no Ceará. Não estamos mais recolhendo casos de jovens que passaram no vestibular, mas sim que passaram em primeiro lugar”, diz Tereza Campello.

“Em 2001, quando começou o Fórum Social Mundial, considerando os 20% mais pobres da população, tínhamos um pouco mais de 20% de jovens que terminavam o ensino fundamental até os 16 anos. Doze anos depois, esse índice subiu para quase 60%. Multiplicamos por três o número de jovens terminando o ensino fundamental até os 16 anos, nos setores mais pobres da população”.

Veja a entrevista para o jornal Sul 21

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