domingo, 21 de fevereiro de 2016

Pronatec Indígena no Acre será tema de documentário

Ricardo Victor Ferreira     19:35    

Documentário vai avaliar os resultados dos cursos realizados nas aldeias, para que se possa expandir a experiência para outras unidades da Federação.

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Curso resgata o artesanato tradicional puyanawa. O curso de artesão está sendo frequentado por 17 índios puyanawas.

Um grupo de profissionais do Instituto Federal do Acre de Cruzeiro do Sul, ligados à execução de cursos do Pronatec Indígena, visitaram os povos Puyanawa e Katuquina para avaliar os resultados e preparar um documentário sobre o que vem sendo realizado nas aldeias, pois é o estado do Acre que está servindo de laboratório desta modalidade inovadora na educação indígena.

Criado em 2011 pelo governo da presidenta Dilma Rousseff, o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) já chegou a mais de 70 mil pessoas no Acre com cursos de formação profissional e tecnológica em várias áreas, tendo como principais executores o Ifac e o Centro de Formação e Tecnologias do Juruá (Ceflora), que é ligado ao Instituto Dom Moacyr.

Artesanato e agricultura

Na Terra Indígena Puyanawa está sendo realizado o curso de artesão de artigos indígenas e em Katuquina o curso de agricultor agroflorestal, ambos com 200 horas de aula. O curso de artesão está sendo frequentado por 17 índios puyanawas e três nawas enquanto o de agricultura é frequentado por 20 jovens katuquinas, todos alunos do ensino médio.
O curso está possibilitando aos puyanawas refletir sobre sua história e recordar como foi o artesanato de seus antepassados.
O índio Davi Puyanawa tem sido um ícone no que toca ao resgate do artesanato tradicional de seu povo. Ele é formado em Artes na Universidade Federal do Acre (Ufac) e para o seu trabalho de conclusão do curso (TCC) pesquisou e descobriu 35 tipos de artesanato tradicionais e quase totalmente esquecidos na atualidade.

Para o cacique Joel Puyanawa, o curso chegou na hora certa: “Nosso povo está vivenciando um novo momento da revitalização da cultura e da tradição e vemos com alegria que as pessoas da comunidade queiram participar desse resgate”.

Para o curso de agricultor agroflorestal na TI Katukina também foram contatados dois monitores indígenas, além de dois professores do Ifac. O curso de agricultor agroflorestal, além de fornecer conhecimentos gerais sobre os sistemas agroflorestais, procura resgatar e aprimorar as técnicas tradicionais de plantio e manejo da terra.

O líder da Aldeia Samaúma, umas das seis existentes na TI Katukina, Poá Katuquina, mostrou-se agradecido aos órgãos que propiciaram o curso. Ele, que é agente agroflorestal, considera que depois do curso os jovens vão contribuir muito no trabalho com as comunidades locais: “Sempre digo aos alunos: aproveitem esta oportunidade vocês são jovens e tem muito a aprender pela frente”.

Por Flaviano Schneider
Blog: 3 de julho notícias

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